“O MURO”

“O Muro” é uma instalação interativa idealizada pela equipe do projeto “Eu sou” a partir de fotos realizadas por 80 crianças e adolescentes moradores do Jacarezinho, favela localizada no subúrbio do Rio de Janeiro.

Esse projeto é resultante da revisão de uma estética até então aprisionada por critérios de beleza e qualidade sempre distantes desses jovens. Na verdade, são critérios localizados do outro lado do “muro social” que divide a cidade.

Nosso objetivo com a apresentação desse trabalho vai além da confirmação dos fortes resultados trazidos pela arte-educação para a sociedade.

“O Muro” pretende fundir o olhar do espectador ao olhar da criança e, no mínimo, dar oportunidade a qualquer contemplador de enxergar através dos olhos de quem mora numa comunidade.

A prática de novos olhares promove a ampliação de opiniões, reduz preconceitos, aceita a diversidade; “muros” podem mesmo ser desconstruídos, para que se promova o livre intercâmbio entre culturas.

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segunda-feira, 31 de março de 2014

MUSEU OSCAR NIEMEYER - MON - em CURITIBA, recebe a exposição O MURO de 5 de Abril a 29 de Junho 2014


WORKSHOPS EM CURITIBA:



NO MON - MUSEU OSCAR NIEMEYER
"SOB O OLHAR EXTRAORDINÁRIO"
dia 08/04/2014 de 16 às 18 h. - GRATUITO
Professor: Helio Rodrigues

Professora assistente: Fabiana Geraldi

Local: MUSEU OSCAR NIEMAYER - Curitiba / dia 8 de abril de 2014
Horário: 16 às 18:00h
Inscrição: gratuita
Material: incluído
Atenção: É necessário que cada participante traga um celular para utilização de câmera fotográfica simples.
Conceito:
O olhar que enxergo o mundo
Objetivo:
Levar os participantes a experimentarem práticas artísticas que promovam um olhar extraordinário sobre o entorno.
Conteúdos que estruturam a oficina:
- Pessoa e sujeito / relações com o subjetivo.
- Ressignificação de imagens à partir da sua descontextualização.
- Desenvolvimento de novas ideias à partir de um recorte do olhar.
- Desconstrução do ordinário para ampliação ou mudança designificados  (construção do extraordinário / sujeito).
Programa:
1- Apresentação:
Se sujeitar e subjetivar.
• Comumente nos sujeitamos à vontades, crenças, desejos, escolhas que não são necessariamente nossas, são instituídas pelo meio ou sistema em que vivemos. O contraponto a isso é a subjetividade, que nos faz praticar e descobrir formas próprias de nos relacionarmos com o mundo.
É esse o exercício de construção e manutenção do sujeito.
• Não há sujeito quando não há exercício da subjetividade.
Existe apenas pessoa.
• O olhar é um dos fortes instrumentos que temos para a captura do que nos pode ser particular e, portanto, auxiliar na nossa construção. A construção do sujeito.
O que foi experimentado pelas crianças e jovens do projeto e que resultou na instalação: “O Muro”
• Assim como as crianças que vivem à margem da sociedade formal, o nosso olhar também está acomodado aos significados comuns (ordinários).
• Proponho com essa oficina a revisão do olhar sobre o que está à nossa volta.
2- Prática:
 Um recorte do olhar
• Escolher uma imagem à partir de um recorte do seu próprio olhar, emoldurar e fotografar. Trata-se de um recorte de algo, pertencente a um contexto qualquer. Podemos chamar de “contexto primário”.
• Este recorte será o ponto de partida para a criação de uma composição sobre ou com papel, ou seja, o recorte do olhar de cada um servirá de elemento deflagrador para uma ação artística individual que poderá ser realizada em duas ou três dimensões.
• No caso de duas dimensões, a técnica proposta é a identificação de linhas e formas observadas no recorte fotografado que serão reproduzidas em cartolina e barbante para serem reconstruídas, desconstruídas ou transformadas pelo processo de “frotage”. Realizado o registro em “frotage”, o participante pode ou não interferir com outros materiais.
• No caso de três dimensões, podem-se utilizar dobraduras e recortes, com ou sem auxílio do “frotage”.
• Portanto a ideia é retirar algo pertencente a um meio (uma parte de um todo), para ser ressignificado quando inserido num outro contexto e ainda modificado plasticamente, podendo passar a ser chamado então de “recorte ressignificado”.
3- Comentários finais

NO ATELIER DA BORDA
Rua Almirante Tamandaré, 925 - Alto da Quinze.
Tel. de contato 41.32634287 / 30151920
R$ 100,00
12 vagas

“A FALTA, O FRAGMENTO E O ACASO NA ARTE”

Professor: Helio Rodrigues

 Professora assistente: Simone Topke

Professores – arte-educadores – artistas – estudantes - interessados em arte de uma maneira geral - profissionais da área psi.
O que nos falta, o que nos sobra.
Levar os participantes ao exercício da criação à partir de elementos simples e modificados como são os fragmentos.
Experimentarem as possibilidades do vazio e o acaso como aliados nos processos criativos.
As diferentes possibilidades de construção para o que não se apresenta
Conteúdos que estruturam a oficina:
• Valorização dos vazios como terrenos livres e férteis para a arte.
• A significação para o que não apresenta importância, valor ou representação ao primeiro olhar.
• As várias leituras e soluções à partir de simples ocorrências.
1- Apresentação.
• Minhas relações pessoais com o tema proposto.
2- Reflexões.
• O bonito e o feio
Conceitos estéticos em constante movimento e mudança
Referências internas ou externas?
Os valores que atribuímos para se classificar algo tão subjetivo como é a beleza e a arte, mas que em geral não passa pelo sujeito. Vem pronto do externo. Deixa de ser arte e consequentemente deixa de ser verdadeiramente belo.
• Espaços preenchidos, espaços vazios
Espaços preenchidos por expectativas, regras, referências, determinações, modelos ... já estão prontos, concretizados.
Não é o espaço do imaginário, não é espaço para a arte.
• Os contrapontos
Promovem diálogos, produzem ritmo.
Acasos são contrapontos. Maculam, rompem, interferem, interrompem processos e espaços; trazem possibilidades impensadas. Importante pensar essas possibilidades.
Os fragmentos são acasos, provocados ou não.
3- Práticas:
• Álcool e nanquim com intervenções
• Construção e desconstrução (15 seg)
• À partir de um recorte
4- Comentários finais
• Como foi a experiência.
• Aonde melhor enxergam o resultado: processo ou produto?


terça-feira, 1 de outubro de 2013

CIRCUITO CULTURAL PRAÇA DA LIBERDADE ABRE EXPOSIÇÃO ‘O MURO’
COM VISITAÇÃO GRATUITA

Belo Horizonte recebe exposição que traz do Rio de Janeiro o olhar diferenciado de crianças e adolescentes da favela do Jacarezinho sobre a própria comunidade. O trabalho interativo fica à disposição do público até 20 de outubro, no Prédio Verde do Circuito Cultural Praça da Liberdade


BELO HORIZONTE, SETEMBRO DE 2013 – O Circuito Cultural Praça da Liberdade e o projeto social ‘Eu Sou’ acabam de abrir a exposição “O Muro”, que fica disponível para visita do público até 20 de outubro. O trabalho é resultado do olhar diferenciado de 80 crianças e adolescentes da favela do Jacarezinho – zona norte do Rio de Janeiro – sobre a própria comunidade, registrados por meio de fotografias. O material pode ser conferido em um muro de 2,20 x 6,00 x 0,50 cm instalado no 1º andar do Prédio Verde, onde o visitante observa cada imagem por meio de um orifício que dá a sensação de estar olhando do outro lado do muro. A visitação é aberta ao público diariamente: de segunda à quarta, das 9h às 18h; às quintas-feiras, das 9h às 21h; e sexta, sábado e domingo, das 9h às 18h. O Prédio Verde fica na Praça da Liberdade, s/n, esquina com Rua Gonçalves Dias. A entrada é gratuita.







 No final da exposição, o curador Helio Rodrigues fará um workshop gratuito para 30 pessoas inscritas, intitulado:

"SOB O OLHAR EXTRAORDINÁRIO"

  • Duração: 120 minutos
  • Objetivo: Levar os participantes ao exercício de um olhar particularizado e portanto extraordinário do seu entorno. Serão utilizados recursos práticos de observação, fortalecidos pela possibilidade que temos dos "recortes de olhar". Ou seja, retirar uma parte de um todo para aplicá-lo num outro contexto.
         Assim faz a Arte.
         Descontextualiza o ordinário, contextualizando-o no espaço artístico.

ESPECIAIS AGRADECIMENTOS À FARMOQUÍMICA 

NOSSA PARCEIRA NO PROJETO "EU SOU" E NAS EXPOSIÇÕES DO "MURO"



·         Estado de Minas: http://clipping.ideiafixa.com.br/site/clippingDiario.php?clienteId=764&noticiaId=3032745&access=c651a7167268448769d02b82cfb69ba1


·         Diário do Comércio: http://clipping.ideiafixa.com.br/site/clippingDiario.php?clienteId=764&noticiaId=3029660&access=e9248c8d29160b8180658d3b8cdc886a


·         Jornal Metro: http://clipping.ideiafixa.com.br/site/clippingDiario.php?clienteId=764&noticiaId=3032729&access=fc9b0aace3e9315ac5ad81364510c1a3


·         Portal Sou BH: http://www.soubh.com.br/plus/modulos/agenda/ver.php?id=43803&categoria=4
·         Portal Guia BH: http://www.guiabh.com.br/evento/o-muro.aspx
·         Portal BH Eventos: http://www.bheventos.com.br/noticias/7044/Circuito-Cultural-Praca-da-Liberdade-Abre-Exposicao-O-MURO-com-Visitacao-Gratuita.html
·         Blog Lourdes por Lourdes: http://lourdesporlourdes.com.br/?p=1502


VISITAÇÃO DE ESCOLAS DE BH:


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O MURO seguindo pelo Brasil!

             DIA 23 DE SETEMBRO 2013 inaugura mais uma mostra do MURO em BELO HORIZONTE!!

                                              Haverá também palestra e workshop! Imperdível!


LOCAL: CIRCUITO CULTURAL PRAÇA DA LIBERDADE




ESPECIAIS AGRADECIMENTOS À FARMOQUÍMICA 

NOSSA PARCEIRA NO PROJETO "EU SOU" E NAS EXPOSIÇÕES DO "MURO"




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“Estéticas aprisionadas” Tema das palestras ministradas por Helio Rodrigues na EAV- Escola de artes visuais do Parque Lage em janeiro de 2013




Passei grande parte da infância me sentido um peixe fora d’agua, experimentando uma quase constante sensação de não pertencimento até os meus 13 anos quando a arte me foi apresentada.
Foi ela que deu condições para eu ir me construindo e desconstruindo ao longo da vida; é claro, repleto de dúvidas e conflitos. Mas foi com ela que descobri a intensidade, inclusive nos prazeres que passaram a existir. Muitos anos depois, criar e desenvolver o projeto social  “Eu sou” não foi à toa. Não foi uma atitude heroica, como já quis acreditar, nem tão pouco altruísta. Penso que tudo começou por uma vontade de rever e tratar profundamente a minha própria identidade.
Parece frase pronta mas, aprendo muito com as crianças, os jovens e com a equipe. Me exigem praticar a pluralidade e não apenas acreditar nela. O projeto reúne ações que me permitem rever, refletir e interagir com a tal sensação de não pertencimento que experimentei na minha infância.
A verdade é que essa sensação, somada à falta de escolhas é muito comum também entre os jovens moradores de favelas. Dentro de suas comunidades existem dois espaços muito fortes que se apresentam como escolhas: a criminalidade ou a igreja.
As favelas desenvolvem uma cultura própria bastante importante, mas que acaba produzindo uma estética restrita, cerceada pelos muros sociais. É essa estética que passa a ser identificadora de uma massa de pessoas que vive nessa condição. Não há verdadeiramente individualidade. A favela em si é a grande mãe que concentra a identificação.
Percebe-se que, quando essas crianças e jovens incentivadas pelo contato com a universalidade da arte, atravessam o muros que separam a sociedade marginal da sociedade formal, entram em contato com a pluralidade estética.
Na questão da estética, por mais que não haja condutas discriminadoras por parte da equipe de profissionais, muitas vezes, os próprios alunos, contaminados por essa “nova estética” desenvolvida, passam a apresentar uma espécie de desprezo por suas origens. Outros, abandonam o projeto como se quisessem apagar a própria sensibilidade. Possivelmente prevêem as mudanças que podem ocorrer em suas vidas.
As duas possibilidades são na verdade muito perigosas. Por isso  surgiu um segundo movimento dentro do projeto. Criamos uma série de atividades artísticas baseadas fundamentalmente em dois conteúdos:
1- Diferenças entre um olhar extraordinário e um olhar ordinário.
2- O poder que pode ter um recorte de qualquer coisa, quando este é descontextualizado.
Depois de uma série de propostas baseadas nesses conteúdos, pedimos que cada um, munido de seu olhar ampliado, recortasse fotograficamente uma imagem de sua comunidade. Os resultados foram surpreendentes.
 “O Muro” é na verdade constituído por esses recortes. Um muro vazado pela sensibilidade de muitos olhares. É o resultado da intervenção da arte na vida desses jovens. Traz dentro dele a oportunidade de reavaliação da força que pode ter o olhar, como ferramenta que pode promover libertação e consequentemente crescimento.
Todos nós, da favela ou do asfalto, vivemos na verdade entre estéticas aprisionadas. Somos regidos por um poder maior que nos dita o que devemos aplaudir ou rejeitar. Tudo para pertencermos a algum meio social. 


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"O MURO"- última exposição no Rio de Janeiro - Imperdível!


ESPECIAIS AGRADECIMENTOS À FARMOQUÍMICA NOSSA PARCEIRA NO PROJETO "EU SOU" E NAS EXPOSIÇÕES DO "MURO"


"O MURO" ESTARÁ EM EXPOSIÇÃO NO AUDITÓRIO DA EAV - ESCOLA DE ARTES VISUAIS NO AUDITÓRIO DO PARQUE LAGE DE 11 A 27 DE JANEIRO DE 2013. INAUGURAÇÃO DIA 11 DE 19:00 ÀS 23:00H.

PALESTRA EM FRENTE AO "MURO" -

"ESTÉTICAS APRISIONADAS" com HELIO RODRIGUESDIAS:
11 DE 20:00 ÀS 20:30H
23 DE 19:30 ÀS 20:00H

Até se constituir uma instalação, “O Muro” foi sendo desenvolvido em função de muitas ocorrências à partir da ampliação do universo estético das crianças e jovens participantes do projeto “Eu sou” .
Acreditamos que o contato com a arte deflagrou um olhar crítico nesses alunos. A verdade é que eles se tornaram bem mais severos com a estética existente em sua comunidade. Se por um lado, nós da equipe do projeto vemos nesse novo olhar um crescimento, por outro, tornou-se preocupante pensar essas crianças inseridas num movimento desvalorizador de suas origens. Isso só poderia resultar num processo de autodesvalorização.
A solução para isso estava na própria arte com seus recursos reavaliadores do olhar. 
Depois de uma série de propostas artísticas criados especialmente para essa reavaliação, iniciamos, junto aos nossos alunos, várias incursões pela favela. Munidos de máquinas fotográficas e olhares sensibilizados pela arte, nossas crianças e jovens realizaram importantes registros de seus espaços de origem.
Foram muitas e surpreendentes fotos de excelente qualidade artística e que não podiam ser  mostradas num simples painel expositor. Queríamos uma maior proximidade dos espectadores com esses olhos e olhares. Surgiu então a ideia de um grande muro divisor construído pelos 80 olhos desses jovens. O encontro da iris do  espectador com a iris de cada um desses jovens permite que se veja o quanto a sensibilidade e a arte impregnaram esses olhares..