“O MURO”

“O Muro” é uma instalação interativa idealizada pela equipe do projeto “Eu sou” a partir de fotos realizadas por 80 crianças e adolescentes moradores do Jacarezinho, favela localizada no subúrbio do Rio de Janeiro.

Esse projeto é resultante da revisão de uma estética até então aprisionada por critérios de beleza e qualidade sempre distantes desses jovens. Na verdade, são critérios localizados do outro lado do “muro social” que divide a cidade.

Nosso objetivo com a apresentação desse trabalho vai além da confirmação dos fortes resultados trazidos pela arte-educação para a sociedade.

“O Muro” pretende fundir o olhar do espectador ao olhar da criança e, no mínimo, dar oportunidade a qualquer contemplador de enxergar através dos olhos de quem mora numa comunidade.

A prática de novos olhares promove a ampliação de opiniões, reduz preconceitos, aceita a diversidade; “muros” podem mesmo ser desconstruídos, para que se promova o livre intercâmbio entre culturas.

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segunda-feira, 31 de março de 2014

WORKSHOPS EM CURITIBA:



NO MON - MUSEU OSCAR NIEMEYER
"SOB O OLHAR EXTRAORDINÁRIO"
dia 08/04/2014 de 16 às 18 h. - GRATUITO
Professor: Helio Rodrigues

Professora assistente: Fabiana Geraldi

Local: MUSEU OSCAR NIEMAYER - Curitiba / dia 8 de abril de 2014
Horário: 16 às 18:00h
Inscrição: gratuita
Material: incluído
Atenção: É necessário que cada participante traga um celular para utilização de câmera fotográfica simples.
Conceito:
O olhar que enxergo o mundo
Objetivo:
Levar os participantes a experimentarem práticas artísticas que promovam um olhar extraordinário sobre o entorno.
Conteúdos que estruturam a oficina:
- Pessoa e sujeito / relações com o subjetivo.
- Ressignificação de imagens à partir da sua descontextualização.
- Desenvolvimento de novas ideias à partir de um recorte do olhar.
- Desconstrução do ordinário para ampliação ou mudança designificados  (construção do extraordinário / sujeito).
Programa:
1- Apresentação:
Se sujeitar e subjetivar.
• Comumente nos sujeitamos à vontades, crenças, desejos, escolhas que não são necessariamente nossas, são instituídas pelo meio ou sistema em que vivemos. O contraponto a isso é a subjetividade, que nos faz praticar e descobrir formas próprias de nos relacionarmos com o mundo.
É esse o exercício de construção e manutenção do sujeito.
• Não há sujeito quando não há exercício da subjetividade.
Existe apenas pessoa.
• O olhar é um dos fortes instrumentos que temos para a captura do que nos pode ser particular e, portanto, auxiliar na nossa construção. A construção do sujeito.
O que foi experimentado pelas crianças e jovens do projeto e que resultou na instalação: “O Muro”
• Assim como as crianças que vivem à margem da sociedade formal, o nosso olhar também está acomodado aos significados comuns (ordinários).
• Proponho com essa oficina a revisão do olhar sobre o que está à nossa volta.
2- Prática:
 Um recorte do olhar
• Escolher uma imagem à partir de um recorte do seu próprio olhar, emoldurar e fotografar. Trata-se de um recorte de algo, pertencente a um contexto qualquer. Podemos chamar de “contexto primário”.
• Este recorte será o ponto de partida para a criação de uma composição sobre ou com papel, ou seja, o recorte do olhar de cada um servirá de elemento deflagrador para uma ação artística individual que poderá ser realizada em duas ou três dimensões.
• No caso de duas dimensões, a técnica proposta é a identificação de linhas e formas observadas no recorte fotografado que serão reproduzidas em cartolina e barbante para serem reconstruídas, desconstruídas ou transformadas pelo processo de “frotage”. Realizado o registro em “frotage”, o participante pode ou não interferir com outros materiais.
• No caso de três dimensões, podem-se utilizar dobraduras e recortes, com ou sem auxílio do “frotage”.
• Portanto a ideia é retirar algo pertencente a um meio (uma parte de um todo), para ser ressignificado quando inserido num outro contexto e ainda modificado plasticamente, podendo passar a ser chamado então de “recorte ressignificado”.
3- Comentários finais

NO ATELIER DA BORDA
Rua Almirante Tamandaré, 925 - Alto da Quinze.
Tel. de contato 41.32634287 / 30151920
R$ 100,00
12 vagas

“A FALTA, O FRAGMENTO E O ACASO NA ARTE”

Professor: Helio Rodrigues

 Professora assistente: Simone Topke

Professores – arte-educadores – artistas – estudantes - interessados em arte de uma maneira geral - profissionais da área psi.
O que nos falta, o que nos sobra.
Levar os participantes ao exercício da criação à partir de elementos simples e modificados como são os fragmentos.
Experimentarem as possibilidades do vazio e o acaso como aliados nos processos criativos.
As diferentes possibilidades de construção para o que não se apresenta
Conteúdos que estruturam a oficina:
• Valorização dos vazios como terrenos livres e férteis para a arte.
• A significação para o que não apresenta importância, valor ou representação ao primeiro olhar.
• As várias leituras e soluções à partir de simples ocorrências.
1- Apresentação.
• Minhas relações pessoais com o tema proposto.
2- Reflexões.
• O bonito e o feio
Conceitos estéticos em constante movimento e mudança
Referências internas ou externas?
Os valores que atribuímos para se classificar algo tão subjetivo como é a beleza e a arte, mas que em geral não passa pelo sujeito. Vem pronto do externo. Deixa de ser arte e consequentemente deixa de ser verdadeiramente belo.
• Espaços preenchidos, espaços vazios
Espaços preenchidos por expectativas, regras, referências, determinações, modelos ... já estão prontos, concretizados.
Não é o espaço do imaginário, não é espaço para a arte.
• Os contrapontos
Promovem diálogos, produzem ritmo.
Acasos são contrapontos. Maculam, rompem, interferem, interrompem processos e espaços; trazem possibilidades impensadas. Importante pensar essas possibilidades.
Os fragmentos são acasos, provocados ou não.
3- Práticas:
• Álcool e nanquim com intervenções
• Construção e desconstrução (15 seg)
• À partir de um recorte
4- Comentários finais
• Como foi a experiência.
• Aonde melhor enxergam o resultado: processo ou produto?


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